O celular, o novo estetoscópio?


O celular é útil em medicina? E, em caso afirmativo, em que situações? Quais são as conclusões dos estudos que avaliaram sua eficácia? O estetoscópio, símbolo do médico por excelência, será destronado pelo smartphone?

Foi a estas perguntas que queriam responder aos pesquisadores mexicanos e americanos em um estudo publicado em janeiro de 2018 no Journal of Medical Internet Research analisando 23 revisões sistemáticas dedicadas à saúde móvel, essas 23 revistas representando 371 estudos e 79'655 pacientes.

Os estudos analisados ​​analisaram diferentes usos da saúde móvel, o mais freqüente é o envio de mensagens escritas (SMS) aplicadas para diferentes fins: recall, alerta, educação, motivação e prevenção em particular.

Eficiência ainda limitada

Destas 23 revisões sistemáticas, dez foram consideradas de baixa qualidade apenas seis de alta qualidade. Esta é a primeira conclusão dos autores desta pesquisa: embora a saúde móvel esteja ganhando popularidade, a prova de sua eficácia ainda é limitada sendo os principais motivos precisamente a qualidade imitada dos estudos e a falta de Investigação a longo prazo

Estudos positivos

Apesar destas reservas, os autores identificaram áreas onde a pesquisa comprova a eficácia da saúde móvel, especialmente para o manejo de doenças. doenças crônicas : melhora dos sintomas e diminuição das internações em pacientes asmáticos, diminuição dos sintomas para pacientes pulmonares crônicos, melhora dos sintomas na insuficiência cardíaca com também diminuição das internações, melhor controle glicêmico em diabéticos, melhoria da pressão arterial em hipertensos e, finalmente, redução de peso em pacientes com Excesso de ganho de peso

Os lembretes de SMS também mostraram ser eficazes na melhoria do uso de medicamentos, especialmente em pacientes com tuberculose ou no tratamento do HIV.

Outro estudo dedicado à detecção de infecções na ferida pós-operatória mostra que as melhores idéias às vezes são as mais simples. Esta pesquisa mostrou que o envio regular de fotos pelo paciente para sua equipe médica possibilitou detectar infecções de feridas mais rapidamente e, assim, reduzir a freqüência de readmissões.

O telefone, um dispositivo médico?

Nos países desenvolvidos, o número de assinaturas móveis está a aproximar-se do número de habitantes (em 2016, 97,6% na Suíça), o smartphone é uma ferramenta que ainda possui um lugar na medicina. Conforme apresentado em outro artigo deste blog, não é por enquanto as aplicações de saúde que se mostram mais úteis, mas sim as funções básicas do telefone, o simples envio de SMS sendo a intervenção mais freqüente.

Estou pessoalmente convencido de que o celular tem imenso potencial em medicina, é agora um profissional de saúde para ser inventivo e validar sua utilidade ao realizar estudos de qualidade .